Brasil

Greve de rodoviários é suspensa no Rio após 3 dias, mas categoria segue mobilizada

CD Por Camila Duarte · 2 jul 2026 · 3 min de leitura

Ônibus voltaram a circular normalmente nesta quinta-feira (2/7) na capital fluminense; sindicato mantém “estado de greve” e nova negociação com as empresas está marcada para segunda-feira (6/7).

A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro foi suspensa em assembleia na quarta-feira (1º/7), após três dias de paralisação parcial do transporte público na capital fluminense. Os motoristas e cobradores voltaram ao trabalho normalmente nesta quinta-feira (2/7), mas o sindicato da categoria informou que o movimento permanece em “estado de greve”, o que possibilita uma nova interrupção caso as negociações com as empresas de ônibus não avancem.

A paralisação havia começado à meia-noite de segunda-feira (29/6), depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo sindicato patronal na campanha salarial. Nos primeiros dias, a circulação de ônibus ficou bem abaixo do normal: na manhã de segunda-feira, menos de mil veículos saíram das garagens, de um total de 1.800 exigidos por decisão judicial.

A suspensão da greve foi motivada por uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou a circulação de 80{686b1a3b0d76b5ba44d4aba0c3bd0e38f911fd06dcc23b8ddb8fbb34cadf7248} da frota — cerca de 2.880 veículos —, patamar mais alto que os 50{686b1a3b0d76b5ba44d4aba0c3bd0e38f911fd06dcc23b8ddb8fbb34cadf7248} fixados anteriormente pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1). A recomendação de juízes e do Ministério Público do Trabalho para suspender a paralisação até uma nova rodada de negociação também pesou na decisão da categoria, segundo a Metrópoles.

Durante a greve, houve registros de vandalismo contra veículos: cerca de 50 ônibus foram danificados em piquetes, segundo o sindicato patronal, e ao menos 15 coletivos foram depredados em protestos, de acordo com a apuração da Metrópoles.

Reivindicações dos trabalhadores

O Sindicato dos Rodoviários pede reajuste salarial de 17{686b1a3b0d76b5ba44d4aba0c3bd0e38f911fd06dcc23b8ddb8fbb34cadf7248}, piso de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para os demais condutores, vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e redução da jornada para 7h30. As empresas, representadas pelo sindicato patronal Rio Ônibus, ofereceram inicialmente reajuste de 4,39{686b1a3b0d76b5ba44d4aba0c3bd0e38f911fd06dcc23b8ddb8fbb34cadf7248}, patamar considerado insuficiente pela categoria, de acordo com a CNN Brasil.

Para viabilizar a suspensão da greve, as empresas se comprometeram a apresentar uma oferta “superior aos 4{686b1a3b0d76b5ba44d4aba0c3bd0e38f911fd06dcc23b8ddb8fbb34cadf7248} oferecidos até agora”, sem detalhar o novo percentual, e concordaram em não descontar os dias parados nem o vale-refeição dos trabalhadores.

Próximos passos

Uma nova assembleia da categoria está marcada para a tarde de segunda-feira (6/7), em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, quando os rodoviários vão avaliar a nova proposta das empresas e decidir se a paralisação será retomada. Até lá, o transporte por ônibus deve operar normalmente na cidade.

Fontes: Metrópoles e CNN Brasil.

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