Economia

Atividade econômica sobe 0,1% em maio e supera expectativas, mostra IBC-Br.

BC Por Bruno Carvalho · 17 jul 2026 · 2 min de leitura

Índice do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, acumula alta de 1,4% em 12 meses; resultado veio acima da estabilidade projetada pelo mercado e foi divulgado nesta sexta-feira (17).

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), tratado pelo mercado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,1% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central nesta sexta-feira (17). O resultado ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam estabilidade no período, segundo pesquisa da Reuters citada por InfoMoney e CNN Brasil.

No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,4%. Já no trimestre encerrado em maio — que compara os três meses até maio com os três meses até fevereiro de 2026 —, a alta foi de 0,7%, segundo os números divulgados pelo BC.

Por setor, o desempenho foi desigual em maio. A indústria cresceu 0,4% e os serviços tiveram alta de 0,1% na comparação com abril. Já a agropecuária recuou 1% no período, de acordo com o levantamento do Banco Central.

O IBC-Br funciona como um termômetro mensal da economia e costuma orientar as apostas do mercado financeiro sobre os próximos passos da política monetária. A leitura de maio chega às vésperas de um novo ciclo de decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic para 14,25% ao ano na reunião de junho e volta a se reunir nos dias 4 e 5 de agosto.

O dado de atividade também dialoga com outros indicadores do mesmo período. Em maio, a criação de emprego formal já havia desacelerado, movimento que analistas vinham citando como argumento para a continuidade do ciclo de corte de juros. Uma atividade econômica ainda em expansão, ainda que em ritmo mais lento, tende a ser monitorada de perto pelo Copom na definição do próximo passo da Selic.

A próxima leitura do IBC-Br, referente a junho, deve ser divulgada pelo Banco Central em agosto — na mesma janela em que o Copom volta a se reunir para decidir os rumos dos juros.


Fontes consultadas: InfoMoney; CNN Brasil.

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