Segurança

Ex-companheira e sogros são presos por matar policial civil no RJ

RI Por Redação Inatos News · 26 jul 2026 · 3 min de leitura

Policial civil de 43 anos foi encontrada morta dentro do porta-malas do próprio carro em Iguaba Grande, na Região dos Lagos fluminense; ex-companheira e os pais dela foram presos suspeitos do crime.

A policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos, foi encontrada morta na sexta-feira (24), dentro do porta-malas do próprio veículo, em uma garagem no bairro Cidade Nova, em Iguaba Grande (RJ). A ex-companheira da vítima e os pais dela foram presos em flagrante horas depois, suspeitos de participação no crime. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio, segundo apuração da CNN Brasil e do Metrópoles.

Daniela era lotada na 124ª Delegacia de Polícia, em Saquarema, e deveria ter assumido plantão na unidade na sexta-feira, mas não compareceu. A ausência chamou atenção de colegas, que iniciaram buscas e, a partir do cruzamento de imagens e outras informações, localizaram o carro da vítima na garagem de um imóvel em Iguaba Grande.

De acordo com a apuração policial, Daniela mantinha um relacionamento de 13 anos com a suspeita, identificada como Catiana Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, de 38 anos. As investigações apontam que a ex-companheira, inconformada com o fim da relação, teria dopado e asfixiado a vítima dentro da residência do casal, em Saquarema, com ajuda dos próprios pais.

Ainda segundo a apuração, o pai da suspeita, Adilson de Oliveira e Souza, teria imobilizado Daniela enquanto a filha a enforcava até a morte por asfixia. Depois do crime, os dois teriam colocado o corpo no carro da própria vítima e seguido até Iguaba Grande para ocultar o cadáver.

Catiana foi presa em flagrante enquanto trabalhava em um supermercado e responde por feminicídio, posse ilegal de arma de fogo, ocultação de cadáver e fraude processual. O pai dela, Adilson, foi indiciado pelas mesmas quatro condutas, como coautor do homicídio. Já a mãe da suspeita, Ana Teresa Rodrigues dos Santos, foi presa e deve responder por ocultação de cadáver e fraude processual. Os três foram conduzidos à 124ª DP, e a polícia apreendeu duas armas de fogo no local.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a causa da morte foi enforcamento, e as investigações seguem para esclarecer a dinâmica completa do crime e o grau de participação de cada um dos envolvidos.

O crime é o mais recente caso de feminicídio a mobilizar as autoridades fluminenses e ocorre em meio ao debate nacional sobre proteção das mulheres contra a violência, tema que levou o governo federal a sancionar recentemente uma lei que libera a venda de spray de pimenta para uso feminino. A Polícia Civil não informou prazo para a conclusão do inquérito.

Fontes: CNN Brasil e Metrópoles.

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