Política

Ex-presidente da Alerj é transferido para presídio federal por ordem de Moraes

AF Por Ana Ferreira · 11 jul 2026 · 3 min de leitura

Ex-presidente da Alerj é levado a presídio de segurança máxima em Brasília por decisão de Moraes, no âmbito de nova fase da Operação Unha e Carne.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar foi transferido na manhã deste sábado (4) para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele estava até então detido no Presídio Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A movimentação ocorre no contexto de uma nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (2), que investiga a suspeita de vazamento de informações sobre operações policiais a integrantes do Comando Vermelho (CV), além de indícios de lavagem de dinheiro associados à chamada “Máfia do Cigarro”, segundo apurado por CNN Brasil e Metrópoles.

Bacellar está preso desde 27 de março, por decisão de Moraes, no âmbito de ação penal que apura vazamento de informações sigilosas e obstrução de investigações ligadas ao Comando Vermelho. Com a nova fase da operação, foi expedido contra ele novo mandado, que resultou na transferência para a unidade em Brasília.

Também foram alvo da operação desta semana o pastor Márcio Poncio, preso em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, e o apontado bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Ambos são investigados por suspeita de ligação com a “Máfia do Cigarro” e por movimentações financeiras que, segundo a Polícia Federal, incluiriam pagamentos indevidos, doações eleitorais e lavagem de dinheiro, de acordo com planilhas apreendidas na operação.

Na Penitenciária Federal de Brasília, Bacellar passa a ficar custodiado na mesma unidade em que estão o próprio Adilsinho e o ex-deputado estadual conhecido como TH Joias, embora em alas separadas e sem contato entre os detentos, segundo informou o Metrópoles.

A defesa de Rodrigo Bacellar nega qualquer irregularidade. Em nota citada pela CNN Brasil, os advogados afirmam que o ex-presidente da Alerj “não atuou, de qualquer forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação”.

Bacellar foi eleito deputado estadual em 2022 pelo PL e, em fevereiro de 2025, foi reconduzido à presidência da Alerj já filiado ao União Brasil.

A Operação Unha e Carne já havia cumprido, nesta fase, mandados de busca e apreensão e determinado o sequestro de bens que somam valores milionários, segundo as fontes consultadas. A investigação segue em andamento na Polícia Federal e no STF.

Fontes consultadas: CNN Brasil e Metrópoles.

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